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Nossa História

HUMBERTO DE CAMPOS - MA
 
Em 1612, fazendo parte da expedição francesa que veio para colonizar o Maranhão, aportou em Upaon-Mirim (Ilha Pequena, hoje Santana) a caravela denominada "Santana", enquanto aguardava o resultado das negociações levadas a efeito em Upaon-Açu-Ilha Grande, atualmente cidade de São Luís. Esse episódio não resultou, contudo, no devassamento do território.
Somente por volta de 1817, José Carlos Frazão, vindo do Mearim no propósito de fazer comércio com os Tapuios ou à procura de lugar apropriado para a lavoura, foi ter casualmente a uma aldeia de índios e conseguiu lograr a confiança do chefe. Ali fixou residência, por saber da existência de terrenos próximos, apropriados para plantação, local que os indígenas denominaram Miritiba, em virtude de grande quantidade de miri ou mirim ali existente. Apesar da região ser apenas um matagal cortado por extensos lençóis de areia, irrigava o solo o rio Periá ou Preá assim apelidado pela tribo indígena. Com seus escravos Frazão construiu um prédio com dois pavimentos para sua moradia, que ficou conhecido como "Casa-Grande". Foi aí que teve início a cidade de Humberto de Campos. Com o desenvolvimento do lugarejo, que ainda conservava o primitivo nome dado pelos indígenas, Frazão requereu e obteve, por carta de sesmaria datada de 12 de março de 1819 "duas léguas de serra de comprido e uma de largo para a parte do poente em qualquer das testadas ou fundos do sobredito Abre"...
Em 8 de maio de 1835, por lei n.º 13, Miritiba foi elevada à categoria de distrito. Alguns anos depois teve papel importante na história do Maranhão. Na guerra dos balaios, em 1840, foi Miritiba tomada pelos rebeldes. Em luta com as forças legais, sob o comando de Lima e Silva, foi então atacada e ocupada pelos Imperiais Marinheiros. Em Miritiba teve início a monarquia do negro Cosme, velho escravo que fugira para as matas circunvizinhas, formando uma corte de 2.000 negros foragidos. Tendo saqueado uma igreja, Cosme apossou-se das paramentas sacerdotais e com elas se apresentava num andor carregado por mulheres da sua raça. Em janeiro de 1841, se entregaram a Lima e Silva 700 rebeldes de Raimundo Gomes, ou seja, o negro Cosme,  que foi  preso em fevereiro do mesmo ano e enforcado em setembro de 1842 em Vila de Itapecuru-Mirim.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Miritiba, de São José do Piriá, pela lei nº 13, de 08-05-1835, subordinado ao município de Icatu. Elevado à categoria de vila com a denominação Miritiba de São José do Piriá, pela lei provincial nº 543, de 30-07-1859, desmembrado de Icatu. Sede na antiga vila de Miritiba de São José do Piriá, constituído do distrito sede, instalado em 03-05-1860. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede, assim permanecendo em divisão territorial datada de 1933. Pelo decreto estadual nº 743, de 13-12-1934, o município de Miritiba de São José do Piriá passou a denominar-se Humberto de Campos, em homenagem póstuma ao poeta e escritor, filho de Miritiba, falecido naquele ano na cidade do Rio de Janeiro. Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município já denominado Humberto Campos é constituído do distrito sede. Pelo decreto-lei estadual nº 159, de 06-12-1938, é criado o distrito de Primeira Cruz e anexado ao município de Humberto de Campos. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Humberto de Campos e Primeira Cruz. Por ato das disposições constitucionais transitórias, promulgado a 28-07-1947, o Distrito de Primeira Cruz foi desmembrado do município de Humberto de Campos e elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 1-08-1960, o município é constituído do distrito sede, assim permanecendo em data de 2005.
Alteração toponímica municipal
Miritiba de São José do Piriá para Humberto de Campos, alterado pela lei municipal nº 743, de 13-12-1934.
Gentílico: humbertoense
Fonte:IBGE

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